Definições claras dos principais termos financeiros usados no mercado português 30 termos
Títulos representativos de uma fração do capital social de uma empresa. Ao comprar ações, o investidor torna-se sócio da empresa e tem direito a uma parte dos lucros (dividendos) e à valorização do título em bolsa. São consideradas investimentos de alto rendimento potencial, mas com risco elevado de perda de capital.
Ver também: Dividendos, ETF, Volatilidade
Designação aplicada a investimentos com potencial de retorno significativamente acima da taxa de inflação e dos depósitos a prazo tradicionais. Em Portugal, considera-se “alto rendimento” qualquer produto financeiro com rentabilidade esperada superior a 5% ao ano. Este potencial está sempre associado a um maior nível de risco.
Ver também: Rentabilidade, Risco, ETF
Estratégia de distribuição do capital de investimento entre diferentes classes de ativos (ações, obrigações, imobiliário, liquidez) com o objetivo de equilibrar risco e retorno de acordo com o perfil do investidor. Uma boa alocação é a base de qualquer carteira de investimentos sólida.
Ver também: Diversificação, Carteira
Conjunto de todos os ativos financeiros detidos por um investidor — ações, ETFs, obrigações, PPR, imóveis, entre outros. Uma carteira bem construída diversifica o risco entre vários ativos, setores e geografias, reduzindo o impacto de eventuais perdas num único investimento.
Produto de poupança emitido pelo Estado português, destinado exclusivamente a particulares residentes em Portugal. A remuneração está indexada à Euribor a 3 meses, acrescida de um spread. São garantidos pelo Estado e isentos de imposto de selo, constituindo uma das opções de menor risco no mercado português.
Ver também: Depósito a Prazo, Risco
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários — entidade pública portuguesa responsável pela supervisão e regulação dos mercados financeiros em Portugal. Regula corretoras, fundos de investimento, produtos financeiros e intermediários. Antes de investir, verifique sempre se a entidade está registada na CMVM em www.cmvm.pt.
Juro periódico pago por uma obrigação ao seu detentor. Pode ser fixo (sempre o mesmo valor) ou variável (indexado a uma taxa de referência como a Euribor). Nas obrigações high yield, os cupões são mais elevados como compensação pelo maior risco de crédito do emitente.
Ver também: Obrigações, High Yield
Produto bancário em que o cliente imobiliza capital durante um período definido em troca de uma remuneração (taxa de juro). Em Portugal, os depósitos até 100.000€ por titular são garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD). Oferecem segurança mas, em 2026, a taxa média fixou-se em apenas 1,34% — abaixo da inflação.
Estratégia de gestão de risco que consiste em distribuir os investimentos por diferentes ativos, setores, mercados e geografias. O princípio é simples: não colocar todos os ovos no mesmo cesto. A diversificação não elimina o risco, mas reduz significativamente o impacto de perdas em qualquer investimento individual.
Ver também: ETF, Alocação de Ativos
Parte dos lucros de uma empresa distribuída aos seus acionistas, normalmente de forma anual ou semestral. São uma fonte de rendimento passivo para quem investe em ações ou ETFs distributivos. Em Portugal, os dividendos de ações estão sujeitos a retenção na fonte de 28% (IRS).
Fundo de investimento cotado em bolsa que replica o desempenho de um índice (como o S&P 500, MSCI World ou Eurostoxx 50). Combina a diversificação de um fundo com a flexibilidade de negociação de uma ação. É considerado um dos instrumentos mais eficientes para investimento de longo prazo, com custos geralmente abaixo de 0,2% ao ano (TER).
Ver também: Índice, TER, Diversificação, PPR
Taxa de referência do mercado interbancário europeu, calculada diariamente pelo European Money Markets Institute. Serve como base para muitos produtos financeiros em Portugal, incluindo crédito à habitação, Certificados de Aforro e alguns depósitos a prazo de taxa variável. A Euribor a 3 meses e a 12 meses são as mais utilizadas.
Reserva de liquidez equivalente a 3 a 6 meses de despesas fixas essenciais (renda, alimentação, transportes, saúde), mantida em produtos de fácil acesso (conta poupança, depósito a prazo mobilizável). É o primeiro passo obrigatório antes de iniciar qualquer estratégia de investimento de alto rendimento.
Veículo de investimento coletivo que reúne capital de múltiplos investidores para aplicar em ativos financeiros de acordo com uma política de investimento definida. Em Portugal, os fundos de investimento são supervisionados pela CMVM. Distinguem-se dos ETFs por não serem negociados em bolsa em tempo real.
Designação aplicada a obrigações emitidas por entidades com classificação de crédito abaixo de BBB- (Standard & Poor’s) ou Baa3 (Moody’s). Oferecem cupões mais elevados como compensação pelo maior risco de incumprimento. Em contexto mais amplo, “high yield” refere-se a qualquer investimento com retorno potencial acima da média.
Ver também: Obrigações, Risco, Cupão
Período de tempo durante o qual o investidor planeia manter os seus investimentos antes de necessitar do capital. É um dos fatores mais determinantes na escolha de produtos de investimento. Horizontes mais longos permitem assumir mais risco e aceder a produtos de maior rendimento potencial.
Indicador estatístico que mede o desempenho de um conjunto de ativos financeiros (ações, obrigações). Serve como referência (benchmark) para avaliar o desempenho de fundos e carteiras. Os ETFs de alto rendimento mais populares replicam índices como o S&P 500 (EUA), MSCI World (global) ou Eurostoxx 50 (Europa).
Aumento generalizado e persistente dos preços na economia, que corrói o poder de compra da moeda. Em Portugal, a inflação média foi de cerca de 1,9% em 2026. Qualquer investimento com rendimento abaixo da inflação representa uma perda real de poder de compra — o principal argumento para procurar investimentos de alto rendimento.
Em Portugal, os rendimentos de investimentos (juros, dividendos, mais-valias) estão sujeitos a uma taxa autónoma de 28% de IRS, retida na fonte. O investidor pode optar pelo englobamento se a sua taxa marginal for inferior a 28%. Os PPR beneficiam de deduções à coleta de IRS na subscrição (até 400€ por ano para contribuintes até 35 anos).
Ver também: PPR, Mais-Valias
Mecanismo pelo qual os juros gerados por um investimento são reinvestidos, passando a gerar juros sobre juros. É considerado o princípio mais poderoso no investimento de longo prazo. Albert Einstein terá chamado aos juros compostos a “oitava maravilha do mundo”. O efeito é exponencial: quanto mais longo o horizonte, maior o impacto.
Facilidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perda significativa de valor. Os ETFs cotados em bolsa têm liquidez elevada (vendáveis em segundos). Os PPR têm liquidez reduzida (penalizações em resgates antecipados). O imobiliário tem liquidez muito baixa (meses para vender). A liquidez é um fator crucial na escolha de produtos de investimento.
Lucro obtido pela diferença positiva entre o preço de venda e o preço de compra de um ativo financeiro. Em Portugal, as mais-valias de ações, ETFs e fundos estrangeiros estão sujeitas a uma taxa de IRS de 28%. As menos-valias podem ser deduzidas a mais-valias do mesmo ano ou dos dois anos seguintes.
Instrumentos de dívida emitidos por governos (obrigações do tesouro) ou empresas (obrigações corporativas). O investidor empresta capital ao emitente em troca do pagamento de juros periódicos (cupões) e da devolução do capital no vencimento. As obrigações high yield oferecem cupões mais elevados mas com maior risco de incumprimento.
Ver também: High Yield, Cupão, Risco
Produto de poupança criado pelo Estado português com benefícios fiscais específicos, destinado a complementar a reforma pública. Existem dois tipos: PPR seguro (capital garantido, rendimento baixo) e PPR fundo (sem capital garantido, maior potencial de rendimento). Os melhores PPR de alto rendimento registaram rentabilidades anualizadas entre 10% e 20% nos últimos 3 anos.
Ver também: ETF, IRS sobre Investimentos
Classificação que determina a tolerância de um investidor à perda de capital e à volatilidade. Divide-se habitualmente em: conservador (privilegia segurança), moderado (equilibra risco e retorno) e agressivo (aceita volatilidade elevada em troca de maior rendimento potencial). Antes de investir, qualquer intermediário financeiro registado na CMVM é obrigado a avaliar o perfil de risco do cliente.
Medida do ganho ou perda gerado por um investimento num período determinado, expressa em percentagem do capital investido. A rentabilidade pode ser bruta (antes de impostos e custos) ou líquida (após impostos e custos). A rentabilidade anualizada permite comparar investimentos com durações diferentes.
Ver também: Juros Compostos, Alto Rendimento
Possibilidade de obter um retorno diferente do esperado, incluindo a perda parcial ou total do capital investido. Os principais tipos de risco em investimentos de alto rendimento são: risco de mercado (flutuações de preço), risco de crédito (incumprimento do emitente), risco de liquidez (dificuldade em vender) e risco cambial (variações nas taxas de câmbio).
Custo anual total de um fundo de investimento ou ETF, expresso em percentagem do valor investido. Inclui comissões de gestão, custos administrativos e outros encargos. Um TER baixo é um dos critérios mais importantes na seleção de ETFs. Os ETFs de índice têm TER tipicamente entre 0,05% e 0,30%, muito abaixo dos fundos de gestão ativa (1,5–2,5%).
Medida estatística da variação do preço de um ativo ao longo do tempo. Alta volatilidade significa que o preço oscila muito (subidas e descidas bruscas). Baixa volatilidade indica maior estabilidade. A volatilidade não significa necessariamente perda — investimentos de alto rendimento como ETFs de ações têm alta volatilidade a curto prazo mas tendem a valorizar a longo prazo.
Ver também: Risco, Horizonte Temporal